Sistema financeiro é principal motivo de reclamação de consumidores

Em 2021, o principal problema de consumo envolvendo bancos é “dificuldade para renegociar ou parcelar dívidas”. Nesta segunda-feira (15) é comemorado o Dia do Consumidor e, neste segundo ano de pandemia, não tem sido fácil para a população gastar dinheiro, mesmo que seja apenas em itens essenciais


Nesta segunda-feira (15) é comemorado o Dia do Consumidor e, neste segundo ano de pandemia, não tem sido fácil para a população gastar dinheiro, mesmo que seja apenas em itens essenciais. Muitos alimentos e outros produtos, como gasolina e remédios, tiveram seus preços elevados, mesmo no ano em que muitas pessoas morreram e muitas outras ficaram desempregadas por causa do fechamento de comércios.

De acordo com o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), da FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), nos dois primeiros meses de 2021, os itens que mais subiram de preço foram o combustível, gastos com a saúde e alimentação.

Segundo o Procon-SP, alguns planos de saúde coletivos, por exemplo, chegaram a aumentar 228%. Em relação a alimentação, até itens muito baratos, como a alface, subiram o preço em 16,40%.

Outro item alimentício que desde o ano passado tem desaparecido das mesas das famílias: a carne bovina. Carnes como acém tiveram aumento de 3,84% e o coxão mole, aumento de 3,79%. “A carne bovina segue subindo pela baixa oferta, mas suínos e aves estão voltando ao normal. Mas a alimentação, que subiu muito no ano passado, tem uma tendência de estabilidade e, algumas, até de queda”, explica Guilherme Moreira, coordenador do IPC da FIPE.

Sobre os atendimentos de dúvidas de consumo, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) revelou que, ao contrário de 2020, os planos de saúde não ocuparam o primeiro lugar na lista de reclamações. Em 2021, as principais queixas (22,6%) são problemas relacionados ao sistema financeiro.

“O principal problema de consumo envolvendo bancos foi ‘dificuldade para renegociar ou parcelar dívidas’ (14,4%). Em seguida vieram ‘falta de informação’ e ‘cálculo de juros ou saldo devedor de cartões de crédito’, com 8,6% cada”, informa o Idec.

Para incentivar um consumo consciente, que garante os direitos do cidadão, e diminuir prejuízos aos comerciantes, o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) preparou dicas simples e úteis para consumidores e comerciantes. Confira:

  • Saiba o que está levando para casa

Todo produto embalado sem a presença do consumidor – seja pelo fabricante ou pelo ponto de venda (os chamados itens pré-medidos) devem apresentar, de forma visível, as informações sobre a quantidade, peso, volume e dimensão do produto. O consumidor tem o direito de saber o que está levando para casa e pagar o preço justo por isso.

  • Sempre confira o peso e o desconto da embalagem

Nos produtos alimentícios, por exemplo, é importante verificar se o indicado na embalagem corresponde ao que está sendo levado para casa utilizando uma balança do ponto de venda para a conferência. Se o valor for menor ou igual ao conteúdo nominal descrito na embalagem, o consumidor está sendo prejudicado, pois o peso da embalagem deve ser, sempre, descontado.

  • Balanças, vale quanto pesa?

Vale destacar que as balanças (assim como outros instrumentos de medição, incluindo medidores de pressão arterial, radares, bafômetros, bombas de combustíveis, entre outros) também passam por verificação e, portanto, devem apresentar selo do Inmetro com o ano de validade da última verificação feita pelos fiscais do Ipem-SP. Além disso, antes de iniciar a pesagem, o equipamento deve indicar zero no mostrador, estar limpo e seco e ter descontado o valor da tara (peso da embalagem).

  • Seus direitos não são brincadeira

No caso dos brinquedos, duas questões são de fundamental importância para garantir que a diversão da criançada aconteça com segurança: a presença de classificação etária indicativa e o selo do Inmetro. Se os dados não estiverem contemplados, o melhor a fazer é não adquirir o produto.

  • Vista e invista em segurança

Ao comprar qualquer produto têxtil é importante conferir a “composição” do tecido, que deve ser informada na etiqueta do produto. Também devem estar informados razão social ou nome da marca registrada do fabricante, CNPJ, país de origem, nome e percentual das fibras e filamentos que compõem o tecido, além de indicações para conservação do produto e indicação do tamanho ou dimensão.

  • Abasteça o seu carro com atenção

Ao adquirir combustível, a atenção do consumidor deve estar voltada para a bomba, que deve possuir selo do Inmetro, com a data validade da última verificação realizada pelo Ipem-SP. Ao abastecer, é importante descer do carro e acompanhar o procedimento, verificando se o preço indicado na bomba é o mesmo anunciado nas placas do posto e se o marcador está zerado. Por fim, deve-se sempre solicitar o cupom fiscal da compra, no qual constam a quantidade de litros adquiridos e o valor pago pelo produto.

  • Adquira eletrodomésticos com selo

 Para aquisição de eletrodomésticos, é importante que o consumidor verifique a presença do selo ENCE (Etiqueta Nacional de Conservação de Energia), que é obrigatório para produtos como geladeira, máquina de lavar roupa e forno micro-ondas. Este selo é importante para que o consumidor possa checar a indicação de eficiência energética do item, além de já conter o selo do Inmetro, que atesta a sua segurança.

  • Atenção redobrada na compra de botijões de gás

Os botijões de gás também merecem atenção especial. Além de checar a presença do selo NBR, o consumidor deve recusar botijões enferrujados, amassados ou com as alças soltas. O lacre da empresa que envasou o produto necessita estar intacto, assim como o nome da empresa que entrega o botijão deve ser o mesmo que está impresso no recipiente. Também é importante certificar-se de que o regulador do produto e a mangueira apresentam o selo do Inmetro e o prazo de validade do item, que deve ser de cinco anos.

  • Fiscalização e denúncias

O Ipem-SP tem intensificado a fiscalização de produtos a fim de garantir que os consumidores estejam seguros em fazer suas compras de acordo com as normas nacionais. O consumidor que notar irregularidades ou tiver dúvidas pode realizar denúncia na Ouvidoria do Ipem-SP para solicitar a avaliação do item, por meio do telefone 0800 013 05 22, de segunda a sexta, das 8h às 17h, ou enviar e-mail para ouvidoria@ipem.sp.gov.br


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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