Instituições realizam projeto de empreendedorismo para familiares de pessoas com deficiência intelectual

Muitas vezes, o familiar mais próximo da pessoa com deficiência intelectual precisa se dedicar inteiramente ao acompanhamento das terapias, e não pode manter um emprego. O Instituto Jô Clemente e outras organizações criaram, então, o “Programa EMPREENdi – Empoderamento das famílias com pessoas com deficiência”


Capacitação e geração de renda. Esse é o objetivo do novo projeto do Instituto Jô Clemente, realizado em parceria com o Sebrae-SP, a Fundação Casas Bahia, Junior Achievement, CEU e o Instituto Gente.

Desenvolvido pelo Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação (CEPI) da Instituição, o “Programa EMPREENdi – Empoderamento das famílias com pessoas com deficiência” pretende capacitar cerca de 200 famílias das pessoas com deficiência intelectual, atendidas pelo Instituto, e que estão em situação de vulnerabilidade.

Essa vulnerabilidade acontece porque, muitas vezes, o familiar mais próximo da pessoa com deficiência intelectual precisa se dedicar inteiramente ao acompanhamento das terapias, e não pode manter um emprego. A pandemia tornou essa situação ainda mais frágil com o agravamento da fome e da crise econômica.

As primeiras 200 famílias já foram selecionadas na região de Heliópolis, a maior favela da cidade de São Paulo. Os selecionados devem terminar a consultoria até dezembro de 2022.

“O Programa EMPREENdi é mais uma forma de assegurar às pessoas com deficiência intelectual e suas famílias mais segurança financeira e renda. A inclusão profissional é um dos pilares para transformarmos e garantirmos uma sociedade mais justa a todos. Essa é mais uma iniciativa que lideramos para levar oportunidades e escolhas para essas pessoas”, explica Edward Yang, gerente do Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação (CEPI) do Instituto Jô Clemente.

O projeto se organiza em fases: convite, apresentação do programa às famílias, descoberta de perfil (empreendedor ou não) e realização dos cursos, que poderão ser:

  • Empreenda Rápido – Descomplique e/ou Enfrentar Crises;
  • Ideação de Negócios e Mulheres Empreendedoras,
  • Mentoria realizada pelo CEPI,
  • Registro no MEI  
  • Crédito no Banco do Povo.

Além da capacitação, todas as famílias selecionadas recebem cestas básicas doadas pela Fundação Mapfre e Ação Social para Igualdade das Diferenças (ASID).

“Eu não trabalho com carteira assinada há cinco anos e, desde que a Alice nasceu, comecei a empreender. Atualmente, vendo lingerie. Quando morava na Bahia, tinha um bom retorno financeiro, mas aqui em São Paulo, principalmente depois da pandemia, está mais difícil. Meu esposo é motorista de aplicativo e a situação também está bem complicada agora, por causa da pandemia. Ele tira cerca de R$ 400 por mês e nós estamos sendo abastecidos por cestas básicas doadas pelo IJC, igreja e escola. O meu objetivo de participar do projeto é ter uma ajuda, um apoio financeiro pra poder me reerguer. O projeto está me proporcionando a chance de obter conhecimento sobre como cuidar de um negócio próprio e gerar renda. Quando me chamaram para participar, fiquei muito feliz. Eu, que sou mãe, me preocupo e luto pela minha filha e meu marido e é bom saber que estou sendo amparada. Me alivia saber que não estamos esquecidos”, diz Maria de Fátima Soares da Silva, mãe da Alice, que é atendida no Serviço de Estimulação e Habilitação do Instituto Jô Clemente.


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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