Home office e uso exacerbado das tecnologias digitais traz risco para aumento do tecnostress

Um estudo do Instituto de Segurança e Bem-Estar Laboral espanhol revelou que o home office e o constante uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) coloca os trabalhadores em condições de estresse tecnológico


Por causa da pandemia, a maior parte da população mundial parou de sair de casa. E estar em casa o tempo todo, para muitos, é sinônimo de estresse.

Quem trabalha em casa, aliás, sabe bem o que é estresse. Não é fácil atender as demandas do trabalho, cuidar da casa e dar atenção aos filhos.

Um estudo do Instituto de Segurança e Bem-Estar Laboral espanhol revelou que o home oficce coloca os trabalhadores em condições de tecnoestress, ou melhor, stress tecnológico. O constante uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) faz as pessoas mais vulneráveis ao estresse profissional.

Tanto “o apoio organizacional como a formação na utilização destas tecnologias são factores que influenciam o desenvolvimento desta condição, que pode ser expressa como tecno-ansiedade, tecno-fadiga ou mesmo tecno-adicção”, informa o estudo.

Também por causa do distanciamento social, o uso de tecnologias aumentou muito. É o meio que as pessoas têm para se sentirem conectadas ao mundo que existe da porta de casa para fora.

“O conceito de tecnoestress está diretamente relacionado aos efeitos psicossociais negativos decorrentes do uso de TICs, como problemas de sono, exaustão mental, ansiedade, entre outros. As TICs foram amplamente incorporadas em vários setores da economia e fazem parte da nossa vida diária. Contudo, têm pessoas que se sentem muito tensas diante desta necessidade”, destaca a psicóloga Ana Carolina Peuker, CEO e fundadora da healthtech Bee Touch.

Para evitar que colaboradores adquiram tecnoestress, os gestores das empresas precisam estar atentos para identificar a fadiga e a ansiedade de seus colaboradores.

“Esse rastreio é fundamental para que sejam delineadas intervenções preventivas. Os treinamentos e capacitações devem abranger, além dos aspectos técnicos, as implicações psicológicas do uso de TICs”, analisa a psicóloga.


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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