Aumento do preço dos automóveis tornará IPVA mais caro em 2022


Escassez de materiais semicondutores deixa montadoras sem produção de veículos zero. Valor médio de zero km subiu 22% entre janeiro de 2020 e maio de 2021  


A alta da inflação no Brasil nos últimos meses está agravando a situação financeira do brasileiro durante a pandemia da covid-19, a alta do combustível para cerca de R$ 7 está fazendo a população repensar sobre o uso diário do automóvel. Para piorar ainda mais a situação, o preço dos veículos novos e seminovos aumentou consideravelmente neste ano.

Um estudo feito pela Carcon Automotive mostra que o preço médio de automóvel zero subiu 22% entre janeiro de 2020 e maio deste ano. A pandemia ajudou a elevar os custos, mas não foi só isso.

A produção de qualquer produto que tenha eletrônica, como os carros, computadores, smartphones e televisão, precisa de materiais semicondutores para fazer os chips eletrônicos. Acontece que o principal semicondutor, o silício, está sofrendo escassez no mercado, fazendo com que as indústrias deem prioridades sobre o que vai produzir.

No setor automotivo isso se refletiu com a queda acentuada na produção de veículos zero, a Chevrolet, por exemplo, deixou de produzir em agosto os carros Onix e Onix Plus, líderes de vendas em maio. Outras marcas, como Fiat, Honda e Volksvagen, também estão com a produção limitada. Há casos mais extremos, como a Ford fechando as fábricas no Brasil.

A queda na produção ascendeu a procura por veículos seminovos, pela lei da oferta e demanda, a alta na procura fez versões de seminovos valorizarem tanto quanto ou até mesmo mais do que a versão zero mais barata do modelo, caso do Renault Kwid, por exemplo.

A alta do dólar, subindo 29% entre janeiro de 2020 e maio deste ano, juntamente com a desvalorização do real impacta nos preços tanto dos veículos, quanto nas peças, manutenções e serviços. Mesmo que um carro seja produzido no Brasil, muitas peças são importadas, tornando outro fator determinante na alta dos preços. Além disso, as montadoras alegam que o alto valor dos veículos se dá pelas taxas de impostos sobre o produto, chegando, em média, a 40% do valor total da compra.

Como se não bastasse a alta no valor dos automóveis e da gasolina, o IPVA 2022 ficará mais salgado também. O Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores é baseado no valor venal da Tabela Fipe, multiplicado pela alíquota, onde em São Paulo, são 3% para veículos movido a etanol, gás natural, elétrico ou híbrido, e 4% para veículos à gasolina ou flex. A alta dos preços na tabela Fipe impactará, ainda sem previsão de quanto, o preço do IPVA no ano que vem.


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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