Montadoras de veículos suspendem produção e índice de confiança na indústria cai com o agravamento da Covid-19

Nos últimos dias, sete empresas automobilísticas anunciaram a suspensão temporária das suas atividades no Brasil: Scania, Volvo, Nissan, Mercedes-Benz, Volkswagen, Toyota e Renault. Enquanto isso, o Índice de Confiança da Indústria atingiu o pior nível desde agosto de 2020


A pandemia da Covid-19 gerou uma crise econômica que afeta pequenas e grandes empresas. Com o mundo inteiro preocupado com a vacinação e correndo contra o tempo para ter insumos e equipamentos hospitalares, muitas empresas se viram de mãos atadas com a falta de peças para qualquer tipo de produção.

É esse o caso das montadoras de veículos. Desde o ano passado, sete empresas anunciaram a suspensão temporária das suas atividades no Brasil, seja por conta da economia, por não haver peças suficientes para montar os carros ou para resguardar a saúde de seus funcionários.

As empresas são:

Scania: com fábrica em São Bernardo do Campo, a produção dos carros vai parar a partir desta sexta-feira (26) com retorno previsto para o dia 5 abril. A suspensão aconteceu depois que a empresa fez uma negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos da região de São Bernardo do Campo, devido ao colapso sanitário no Brasil.

Volvo: a produção dos caminhões, que acontece em Curitiba (Paraná), teve uma queda de 70% por causa do “alto nível de instabilidade na cadeia global e local, de abastecimento de peças, principalmente semicondutores, combinado com o agravamento da pandemia”, informou a Volvo.

Nissan: entre 26 de março e 9 de abril a produção na fábrica do Rio de Janeiro está suspensa e os funcionários estão de férias coletivas. A empresa pretende “garantir a segurança de seus funcionários como parte do esforço de reduzir o impacto da pandemia, adaptar a empresa ao cenário atual dos desafios enfrentados pelo setor automotivo e garantir a continuidade do negócio”.

Mercedes-Benz: as fábricas de São Bernardo do Campo (SP) e de Juiz de Fora (MG) estão com a produção suspensa até o dia 5 de abril. Funcionários administrativos estão em home office e os da produção ganharam férias coletivas.

Volkswagen: as atividades estão suspensas desde o dia 24 de março, por causa do crescimento de casos da pandemia e da alta taxa de leitos ocupados nos hospitais.

Toyota: com acordo dos sindicatos de trabalhadores das fábricas de São Bernardo do Campo, Sorocaba, Porto Feliz e Indaiatuba, os 5.600 funcionários retornam ao trabalho a partir de 5 de abril.

Renault: para “contribuir para o isolamento social neste momento em que diferentes cidades adotaram medidas mais restritivas, e em alinhamento com o Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba”, a produção está suspensa entre 29 de março e 1º de abril.

Enquanto isso, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) registrou uma queda de 3,7 pontos neste mês de março, chegando a 104,2 pontos: o menor nível desde agosto de 2020.

“A queda na confiança da indústria vem sendo influenciada pelo aumento do pessimismo em relação aos próximos meses. As perspectivas de redução da produção estão diretamente relacionadas à uma percepção de diminuição da demanda atual e de dificuldades previstas para os negócios nos próximos meses diante do recrudescimento da pandemia”, avaliou Claudia Perdigão, economista da FGV IBRE (Fundação Getúlio Vargas/Instituto Brasileiro de Economia).


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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